"Eu sei e você sabe o quanto fomos importantes um para o outro, o quanto nosso relacionamento nos fez bem e o quanto aprendemos mutuamente. Mas, na vida, nem tudo são flores e nem tudo pode dar certo, e assim como acontece com várias pessoas, aconteceu conosco. Nosso relacionamento (que eu julgava ser eterno), acabou-se num ímpeto que nem eu sei explicar. Senti muita dor emocional e achei que jamais seria a mesma. Várias pessoas pensam assim e nenhuma delas morreu até agora, porque justo eu morreria?
Eu sei e você sabe o quanto eu era louca por você e que eu faria de tudo pra te ver feliz, sorrindo, daquele jeito que só eu sabia fazer você sorrir. Nós pensávamos que prosperaria assim como todo mundo pensa. Mas não prosperou. E se você pensa que a fila não anda pra mim, mas anda pra você, enganou-se. Você teve o direito de me fazer feliz (e fez), mas outra pessoa pode fazer o que você não fez. Um outro alguém pode invadir meus pensamentos de um jeito tão anormal que faça eu te esquecer, ou que faça eu até me esquecer. E eu quero, sinceramente, que isso aconteça.
Quero alguém que me deixe pensando num plural eterno e que me beije como jamais fui beijada. E que nossas mãos se entrelacem como um laço ideal. Quero alguém inteiro que me acrescente, não que me complete. Chega de complementos, quero mais é que sobre amor. Afinal, eu também queria que você me completasse, e você o fez, mas depois que foi embora eu voltei a ser metade. Quero mais é alguém que me segure pela cintura e me faça acreditar que as laranjas realmente tem metades iguais. Não quero alguém perfeito, mas quero alguém que me faça perfeitamente imperfeita. Quero alguém que brigue comigo e que ao mesmo tempo esteja sorrindo pra mim. Quero morrer de tanta felicidade a cada instante que estejamos juntos. Quero fazê-lo sorrir na mesma proporção em que estou sorrindo.
Eu não quero mais lembrar de nós. Sei que lembranças boas não esvaem-se da memória tão fácil, mas eu prefiro lembrar de você apenas por lembrar, e não por não conseguir apagar as nossas lembranças, lembranças essas que podem fazer eu me sentir mal ou incapaz de ter feito alguém tão perfeito infeliz. E ficar pensando se outra pode fazer o que eu não fiz e se você gosta dela mais do que gostou de mim. Não quero que isso aconteça. Também não quero forçar uma amizade contigo. Essa historinha de que ex pode ser amigo é mentira. Se quer como amigo é porque ainda quer como amor e essa historinha de que não existe mais sentimento é pura enganação. Auto-enganação na verdade, porque querendo ou não, quando houver o encontro, ou a conversa, ou qualquer contato que seja, as lembranças voltam trazendo consigo a vontade de repetir tudo. É isso que acontece entre nós. Eu ainda sinto aquela sensação de coração disparado que eu sentia quando nós paquerávamos.
Que sensação boa era aquela de borboletas no estômago. Mas como temos que nos acostumar com o fim, acabamos. Nós dois juntos e separados acabamos. Acabamos tudo, até um com o outro. Acabamos com vontade de recomeçar, mas acabamos. E não tem volta, acho uma coisa muito desgastante acabar pra voltar. Nunca é a mesma coisa e nem vale a pena. Mas é isso. Acabamos dispostos a não (re)começar. Só queria te dizer que de vez em quando eu penso que as coisas poderiam ter se encaminhado de outra forma e que nós poderíamos estar bem, mas depois eu deixo de pensar porque o destino sabe a hora certa e as pessoas certas. Tudo acontece como tem que acontecer. Espero sinceramente que você esteja bem e que consiga fazer alguém feliz tanto quanto me fez, porque eu também tentarei o fazer, não se preocupe. Não quero que me mande notícias ou que me procure, não quero mais saber de você. Seja feliz assim como eu estou sendo."
Amanda Pacheco
Quem tem amor na vida, tem sorte!
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
"Tudo é questão de sorte e o amor é uma delas. Amor é algo que envolve um pouco de tudo, mas principalmente sorte. Sorte de encontrar alguém pra chamar de seu e que ele desperte a mesma vontade, ter a verdadeira sorte de se sentir feliz com apenas um 'bom dia', ou um 'te amo'. Ter sorte pra ter alguém que te faça sorrir mesmo quando o resto do mundo só quer lhe ver chorando. É ter sorte pra ver muito de si em outro e vice-versa. Ser sortudo é ficar feliz com alguém, é ver que alguém está feliz por você. Ter sorte é ter um beijo que dura para sempre e um cheiro característico de amor, o cheiro dele. Ser sortudo é sentir segurança em um abraço, é abraçar no intuito de proteger.
Camões que me perdoe! Mas o amor não é nada do que ele diz, amor não é ferida que dói e não se sente e não é fogo que arde sem se ver. O amor não dói, não machuca, não incomoda. Sempre fui suspeita pra falar sobre esse tal amor, afinal, já disse que sou uma amante profunda do mesmo. Se Camões acha que o amor faz tudo isso, ele realmente não teve a sorte (olha ela ai de novo) de ter um verdadeiro amor. Camões deve ter morrido sem saber o sabor de um verdadeiro beijo apaixonado. Camões se apaixonou sem reciprocidade, tadinho. Se hoje, eu pudesse dizer-lhe algo, diria o quanto é bom o entrelaçar das mãos durante um percurso qualquer ou o quanto é agradável aquele beijo de saudade.
Afinal, tem sorte maior do que ser feliz no amor?"
Amanda Pacheco
Camões que me perdoe! Mas o amor não é nada do que ele diz, amor não é ferida que dói e não se sente e não é fogo que arde sem se ver. O amor não dói, não machuca, não incomoda. Sempre fui suspeita pra falar sobre esse tal amor, afinal, já disse que sou uma amante profunda do mesmo. Se Camões acha que o amor faz tudo isso, ele realmente não teve a sorte (olha ela ai de novo) de ter um verdadeiro amor. Camões deve ter morrido sem saber o sabor de um verdadeiro beijo apaixonado. Camões se apaixonou sem reciprocidade, tadinho. Se hoje, eu pudesse dizer-lhe algo, diria o quanto é bom o entrelaçar das mãos durante um percurso qualquer ou o quanto é agradável aquele beijo de saudade.
Afinal, tem sorte maior do que ser feliz no amor?"
Amanda Pacheco
Tudo o que a gente precisa é tomar um banho de chuva!
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
"Banho de chuva pra arejar as ideias, pra renovar os pensamentos, pra abrir o coração. Precisamos de um banho de chuva pra derramar os maus sentimentos e as más lembranças. Chuva lava, chuva renova, chuva esfria. Usando o sentido simbólico, podemos dizer que a chuva lava a alma, renova a sensação de querer-bem e esfria o ímpeto emocional daquilo que podemos chamar de paixão. As vezes uma paixão não correspondida pode se curar com um bom e infantil banho de chuva? Eu, particularmente, sempre fui fã da chuva. Sempre me pus a olhar as gotas lentamente escorrendo pelas casas e calçadas. Desde pequena, eu cresci sendo uma fã da chuva e não me chamem de louca por conta disso. Eu sempre acreditei que uma pequena dose de chuva pode acalmar uma grande quantidade de pessoas. Tanto fisicamente quanto emocionalmente. Pode não ser verdade, mas sempre vi pessoas calmas em tempos de chuva. Inverno? Uma maravilha! É o tempo onde eu mais me concentro no que realmente importa. E é disso que precisamos, de mais concentração, de mais inatividade. O mundo já está globalizado, tá na hora de começar a acalmar de novo. Chega de correria, de pessoas suando, enlouquecendo. Eu apoio um mundo com mais chuvas, mais mentes abertas, mais calma. Precisamos sim de um banho de chuva, precisamos voltar a infância pelo menos uma vez na vida. Ser criança de vez em quando não faz mal pra ninguém, ou pelo menos eu nunca ouvi uma contra-indicação pra isso. Siga meu conselho e algum dia, tome um banho de chuva e sinta suas ideias se renovando!"
Amanda Pacheco
Amanda Pacheco
Sintonia perfeita
sexta-feira, 27 de julho de 2012
"Era perturbadora a forma como se olhavam. Aqueles dois tinham uma química que só Deus explicaria (pasmem, mas nem eles conseguiam tal feito). Eram um encaixe perfeito. Se entendiam, se amavam, se completavam. Era um casal que dava inveja a qualquer solteirona e raiva aos amigos dele. Pareciam casal de filme, sem brincadeira. Era impressionante a forma como os dedos dela se encaixavam na nuca dele enquanto ele se preocupava com o comprimento do seu vestido. Não briguem comigo, mas eu era capaz de perder horas do meu dia observando a sintonia dos dois. Era hipnotizante, não era possível que aqueles dois não tivessem um defeito sequer. Ninguém conseguia observá-los (ou imaginá-los) brigando. Eles dois eram intrigantes e eu, sinceramente, poderia escrever minha tese de doutorado sobre aquela química perfeita. Ele a entendia apenas com uma troca de olhares e ela era comandada pelos sentimentos dele. Não conseguiam passar um dia sem se ver. Divinamente impressionante. Eu soube que os dois eram assim em casa também. Boatos dizem que nunca (nunquinha!) brigavam. Eu me desesperava em meio a tanta perfeição. Não era possível que em meio àquele mar-de-rosas (literalmente) não houvesse um espinho. E não havia, por mais que eu procurasse. Eu passei muito temo da minha vida preocupada em desvendar o segredo que supostamente havia através daquele olhar terno que ele a olhava. Queria saber o que aquela piscadela dela significava (além do óbvio, claro). Por favor, não pense que eu os seguia, não sou uma psicopata. Eles eram meus vizinhos e eu dedicava horas do meu dia os olhando enquanto se preocupavam com o banho do cachorro. Eles sabem o quanto eu os admirava (e de uma boa forma, os invejava). Sempre tinha aquela vontade de perguntar qual o segredo, mas eu sabia que nunca descobriria, porque nem os próprios sabiam. Então continuava a observar como ela cuidava dele. Lhe dava todo o carinho do mundo. Na verdade, ela o tratava como se ele fosse o seu mundo. E eu acredito que era mesmo. Eu já disse a vocês, eles se encaixavam. Até a forma como beijavam era diferente daquelas convencionais. Era um beijo só deles e que ninguém mais conseguia imitar. Era divertido ver a surpresa no olhar dela quando inesperadamente ganhava um buquê. Eles eram muito fofos, eram perfeitos juntos e individualmente. Ela, além de uma clara apaixonada, adorava cuidar do jardim e das crianças, além de ser um amor de pessoa. Ele, por sua vez, era um ótimo vizinho. Sempre sorria pra todo mundo. Acho que enfim descobri o segredo. Era felizes consigo mesmos, não esperavam do outro o que podiam encontrar em si. O outro apenas completava, fazia mais feliz. Era só isso que os fazia ter aquela sintonia perfeita que já durava anos. Era juntos consigo e mutuamente. Se não estavam confortáveis com uma situação, eram claros em relação a isso. E era o que fazia tudo dar certo como se fosse mágica. Eram um modelo para todos ao redor (e pra eles, o redor nem existia no momento em que ela ajeitava a gravata dele antes de saírem). Eram únicos e per(feitos) um para o outro."
Amanda Pacheco
Amanda Pacheco
Amigo apaixonado
domingo, 15 de julho de 2012
"Não quero mais pensar em você. Não quero mais ouvir sua voz ou imaginar o que você está fazendo. Não quero mais ter notícias suas, não quero mais ver suas fotos, não quero mais ser apaixonado por você. Mas (infelizmente) querer não é poder, eu não consigo. Há muitos anos atrás aconteceu o que eu menos queria que acontecesse. Em meio a nossa amizade, eu reparei no seu olhar de uma forma diferente. Eu reparei que não bastava pra mim estar ao seu lado apenas no papel de amigo. Precisava ter sua atenção de uma forma especial. Cada vez que a gente se encontrava parecia que o meu coração ia sair pela boca. Mas meu coração chorava porque eu sabia que o que eu sentia por você não tinha reciprocidade. Eu sofri, admito, sofri tanto que me senti obrigada a me afastar. Então eu viajei sem motivo aparente e viajei sem data de volta. Viajei sem dar maiores explicações; de um jeito ou de outro eu ia ter que te tirar da minha cabeça, e como diria Dorgival Dantas "eu posso até ficar longe de ti, mas perto eu não aguento". E foi o que eu fiz, viajei pra me livrar do fantasma que era o amor que eu sentia. Nesse período em que estive longe, pude provar novos sabores e me aventurar em novas experiências, conhecer novas pessoas e acreditar que o que eu sentia por você havia apagado (eu achei que a distância tinha me dado esse presente). Acho que você deve pensar que sou louco por ter sumido e por não ter respondido seus e-mails, mas era o jeito. Eu não queria nenhum contato, então desculpe. Quando eu finalmente tinha a certeza de que havia lhe esquecido, eu voltei. Voltei seguro e morrendo de saudade, de amigo, claro. Logo que cheguei e dei notícias de vida, você quase me matou (como esperado). Mas daí eu percebi que todo o tempo que eu passei longe foi por água abaixo quando nos reencontramos. Você estava tão mais... Linda, tão minha. Morri de ciúmes pensando que outras pessoas possam ter te beijado enquanto estive longe. Esse sentimento não havia morrido mesmo. Não adianta ir contra algo que foi destinado a acontecer (por mais absurda que tal coisa seja). Eu, no fundo, não consegui esquecer seu olhar marcante e o seu sorriso que só fez me cativar. Acho que o que eu sinto por você não é qualquer amor. É o amor soberano, o amor platônico. Aquele amor que é baseado na espera. E no cuidado. E no querer pra si. É isso o que eu sinto por você: uma vontade enorme de te manter em meu abraço pela eternidade. Eu na verdade já sabia que tentar te esquecer seria em vão. Todo esse tempo eu pensei em você e sabia que não tinha como te esquecer. Ter você pra mim vai ser uma vontade que vou ter pra sempre."
Amanda Pacheco
Amanda Pacheco
E essa indecisão
quinta-feira, 12 de julho de 2012
"Tudo estava errado e eu tinha plena consciência de que minhas ações estavam me arriscando. Mas eu estava amando ter, com você, aquela vida de aventuras que jamais havia enfrentado. Era encantador o modo que eu conseguia ser eu mesma ao seu lado. Você me libertava de todos os medos e quando estávamos juntos o que importava de verdade era apenas o que nós dois estávamos sentindo. Vivemos muita coisa boa juntos. Nunca vou esquecer dos nossos "encontros escondidos" ou de quando eu finjo que tenho o dobro da minha idade pra que as pessoas nos achassem "compatíveis". Não daria pra esquecer, nem que eu quisesse. Mas como toda história tem um vilão, a nossa teve vários. A sociedade. Achavam que você era velho demais pra mim e -principalmente meus pais- desaprovavam qualquer tipo de relacionamento. Me encontrava em uma clássica e famosa sinuca de bico. Eu tinha em minhas mãos a perfeição em forma de companheiro, mas em contrapartida eu tinha quem mais eu amava contra mim. Era difícil pensar em me afastar de alguém que me deixava tão bem, tão em paz comigo mesma. Mas era absurdamente impossível pensar em enfrentar as pessoas que me ensinaram a ser quem eu sou hoje. A partir daí, comecei a ficar numa indecisão suprema. Eu queria, mas não podia. Eu não aguentava mais passar um dia sem te ver, sem receber teus carinhos, teus beijos. Eu já não conseguia mais disfarçar minha necessidade de você. Meus pais já começavam a notar que eu saia pra te ver. Eu sempre voltava mais feliz. E agora, eu continuo nessa indecisão e nessa adrenalina de um romance proibido. Mas uma hora eu tinha que tomar minha decisão. E tomei. Me desculpe, mas não dá pra continuar assim. Ou eu terei que me dispor com a sociedade, ou terei que me dispor com você. Então me diga, o que eu faço agora? Eu não aguento mais esse sofrimento, e certa vez você me disse que amor de verdade não faz sofrer, não é? Me desculpe de novo, mas infelizmente vamos ter que ficar na memória um do outro. E que fiquem registrado apenas os bons momentos, aqueles que nos fizeram bem. Que fique registrado nossos beijos proibidos e nossos abraços inacabáveis. Que fique registrada nossa primeira troca de olhares. Que todos os momentos bons sirvam para amenizar a dor e a saudade. E, por fim, que sejamos lembrados um pelo outro como um projeto de sucesso, que não precisa de mais ninguém pra dar certo. Pelo menos vai ser assim que eu lembrarei de você."
Amanda Pacheco
Amanda Pacheco
Doce imaginação
sexta-feira, 6 de julho de 2012
"Eu nunca pensei bem em uma saída pros meus pensamentos canalizados em você. Não sei, eu nunca consigo pensar em outra coisa quando meu cérebro começa a processar todas as informações sobre você. E o pior, eu começo a gostar e a imaginar cada vez mais coisas quando tais pensamentos me atingem, é uma espécie de autoterapia por não te ter aqui, ao meu lado, as 24h do dia. Eu começo a desvendar pseudo-segredos e a inventar pseudo-diálogos que talvez nem aconteçam. É mesmo uma autoterapia, eu queria ter você ao meu lado cada segundo, mas infelizmente não o tenho e não posso tê-lo agora e também nem sei se terei um dia, então resguardo-me a imaginar como seria nossa vida a dois (uma longa vida, diga-se de passagem), imagino nós dois numa praia deserta em silêncio a observar o slow motion natural das ondas e imagino nós dois andando de mãos dadas sem rumo. Imagino nós dois em um beijo que dura para sempre e imagino que a gente foi feliz, é feliz e vai ser feliz por muito, mas muito tempo. Imagino nós dois numa disputa de casal pra escolher qual o filme que vai ser assistido e imagino que você vai me deixar ganhar. Eu consigo até imaginar a sua expressão enquanto eu digo que venci. Eu jamais conseguiria seguir meus dias sem pensar no que você está fazendo ou naquele seu jeito intrigante de dizer que meu vestido é lindo (ironicamente ou não). Eu não sei pensar em não ter você, quer dizer, todo aquele teatrinho de ciúme já me têm por completo! Eu gosto de ver você nessa sua autenticidade de querer que eu seja só sua. Eu gosto de imaginar isso. Posso parecer louca, mas as vezes eu até sinto sua mão lisa tocando meu rosto e seu abraço apertado esquentando meus braços frios. Essa é a minha maneira de indiretamente ser sua. E quando nos encontramos, de verdade, eu volto a lembrar de toda a minha imaginação e sorrio, fazendo você pensar que eu talvez seja mesmo louca. E se eu for? Que mal há em ser louca de amor nos dias em que a loucura serve apenas para matar as pessoas? Sou louca mesmo, louquinha de pedra, mas minha loucura só mataria você, e de beijo, abraço, carinho, afeto. Sinceramente? Sou uma vitoriosa por não te agarrar toda vez que te vejo, porque se tudo ocorresse como eu imagino, acho que hoje você já teria a plena certeza da minha insanidade. Enquanto meus sonhos não viram realidade, continuo sonhando e rezando muito pra que um dia tudo dê certo. Adoro quando as coisas dão certo porque eu adoro finais felizes, mesmo sabendo que em grande parte dos casos, eles não existem. Eu adoro um surrealismo. Sei lá, olhar pro céu e acreditar que tem alguém fazendo o mesmo em um lugar do mundo pra mim é incrivelmente fantástico, sou uma sonhadora de primeira! Gosto de acreditar no impossível e gosto de utopizar as coisas. Assim como eu e você no momento, algo utópico, surreal, imaginário. Mas por favor, não pense que eu te quero apenas em imaginação, eu quero você no real, em carne e osso. Minha imaginação (como eu já havia dito anteriormente), é apenas uma autoterapia, já que eu não posso ter você. Eu prefiro continuar imaginando e quase te tendo, do que ficar maquinando a sua ausência. Odeio ser vazia de você. Te quero por completo, não me contento com metades, meios termos e meias verdades. Gosto das coisas na veracidade e intensidade no nível máximo, assim como gosto de você, por inteiro, dentro e fora da minha imaginação."Amanda Pacheco








